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quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Amanhã

Não sei onde estarei

Amanhã de manhã

Talvez em teus braços

Em doce palpitar

Sou como a andorinha

Vou trinar...

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Leque de Saudade

Em que luz,

Em que sóis, te escondes?

Talvez numa estrela cadente.

Grito teu nome

Numa sede estranha,

Ardência dum lume permanente.

Tantos ais gemem

Em minha alma.

Um leque de saudade

Abre-se sobre mim!

MEUS SONHOS

Abriu-se o leque da saudade,

Meus olhos beijam teu sorriso,

Tua boca é um apetite silencioso

Com que sonha meus sonhos.



Só de te olhar sinto que sonho

O que só em sonho sinto,

Precisas respirar

A alquimia do que componho.



Mas se nada acontecer

Por conceitos por demais antigos,

Serei um coração sem jaça,

Ilusão que chora dor que mata,

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

VAMOS AO MAR QUE DERRAMA

Vamos ao mar que derrama
Sobre nós uma porção de rosas
E em mim todo um fervor
Ilhas escondidas descerão dos mares
Nos ofertam repousos
À noite virão lembranças
Que para traz deixamos
E brumas nos aguardam
Com espumas de cristal
Num luar de seda
Dorme meu sonho
Numa ilusão final

terça-feira, 17 de junho de 2008

Vem, fica um pouco mais...

Vem, vem comovidamente,
A essa noite antiquísima
De rainha destronada
Com estrelas infinitas
Como lantejoulas rápidas
Em distâncias perturbadas
De sonhos de verão.
Vem ver comigo o crepúsculo
Na janela dos propósitos
Num choro escondido
Um soluço me sufoca
Onde juro em silêncio
Minha inocência.
Porque já não mando em mim,
Meu pensamento voa para ti,
Desejo te tocar,
sentir teu sorriso,
desejo que arde em meu corpo,
Deixa-me viajar em tua boca,
Vem, não fujas de mim,
assim tão rápido,
como as sombras de flechas
que atiram chamas:
fica um pouco mais.

Nostalgia

Não é proibido sonhar,
Deixo rolar minh'alma
Em sonhos impossíveis
Que cabem
no meu pensamento.
É uma revolta tardia
Perdas
que se partem
Na razão de cada dia,
Minha alma vazia
escorrendo sozinha
carrega a nostalgia.

Distâncias

Há tantas distâncias entre nós
Mas nosso pensamento aproxima
Para nos aproximar
E te tocar com exuberância
Esse vidro que nos separa
Quando nosso pensamento fala
És um querubim lá do sem fim.
Naufrago na ousadia de te prender
Restama-me voar meu pensamento
Até te encontrar...

Meus Vôos !!!

Sou uma ponte entre Eu
e minhas angustias
Minha alma é um deserto
Entre borboletas azuis
Meu coração grita ternuras
Falarei de meus anseios
E de minhas incertezas
Me debruço sobra a mesa
Procurando respostas
A meus por quês
Penso nas interrogações humanas
Que o tempo não responde
Quero saber onde estou
Voô nas asas do meu pensamento
E sinto-me parar em ti
És o final de meu voô
Por Quê ?

sábado, 3 de maio de 2008

Mãos de Paz!!!

Nossas mãos são luz que se levantam

Contra silêncios escondidos,

No Eco de interrogações humanas.

Caminho de luz universal

Do bem contra o mal,

Original e capaz

Nossa bandeira é o sinal

Da procura dos caminhos da paz.

Levanta a cortina da Cappaz,

Eterna permanência que não cala,

Num clarão que embala

O universal bem dos porquês da Cappaz.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

PERFIS

A dúvida é uma tregua
A dubies um labirinto
É ousar saidas
Me perco no tempo
Com perfil de magoa
Gravo versos na areia
Mas o mar apaga
E leva minhas indagações
Só me resta o silêncio...