Mostrar mensagens com a etiqueta ROSE AROUCK. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ROSE AROUCK. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 14 de maio de 2009

MÁSCARAS

Máscaras que cobrem as faces em que se mostra
o lacre fúnebre do inválido existir.
Cascas flácidas de existências vagas que ensopam
os rostos vazios sem sinais de porvir.

Supostos traços falsos dos encalços, que cobrem
o parco realce de uma expressão incerta.
Aspecto que retém nos esgares vazados um sinistro
Ricto guardado de certezas que não se expressa.

Falsas caretas que mudam de acordo com o momento
De invalidez, sublinhando as respostas
Substituídas por um simples talvez.

Quando cai as máscaras os
Semblantes em pares se revelam
E ficam nuas as intenções que se assemelham...
Mais do que aquelas, a regurgitar maldades diante
De castiçais que as esfacelam.

Vertem sombras paridas de ventres ocos, afogadas
pelo esquecimento...
E lá se vão esgueirando-se em bandos rumos
aos becos solitários que encobrem os seus tormentos.

Depois recompõem a aparência da mesma cara
Que mantinham escondida,
Prosseguindo seus gestos toscos de quem vê a vida
Através da derrota aos outros impingida.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

ALÉM DO INFINITO

Sigo minha estrela que me leva
No espaço azul do infinito...
Como uma pena, a mim ela carrega,
Elevando-me sem que eu me aperceba disso.

Soberba fito emérita, os planetas identifico,
Que com seus pares flutuam na imensidão.
São coloridos e com aspectos submissos;
Reconheço-os mesmo assim nessa amplidão.

Visito os glóbulos dos confins iluminados,
Vou pela chuva dos meteóritos enviezados
E lá de cima, bem de cima do universo,
Os meus olhos o distinguem bem de perto,
Numa clareira, como fogos de artífício...
Vejo bem tenrro e macio todo o principío
Que desbravou os mundos em seus reversos.

Apanho o respingo das quimeras,
Que num efeito no bio de tantas Terras
Se tremeluzem com o vigor do arrebol.
Sentada e plena na cauda do cometa,
Observo a olho nú em nova faceta
Transbordando de luz o nosso sol.

Fico acima de seus raios alaranjados,
E desço abaixo de um céu bem desenhado.
Entontece-me o calor, e sinto frio...
Mergulho incólume no colo desse vazio,
Para pescar filhotes de estrelas
Que me rodeiam para que eu possa vê-las.
Como um colar... assim comparo
E sorvo a luz que me molha nessa hora,
Para surgir deslumbrante e tão senhora
Nessa festa universal que a mim preparo.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

A BRUXA RANCOROSA NO REINO DAS MENTIRANÇAS

Era uma vez uma bruxa gorda e má,
que trazia engaiolado
um pobre príncipe encantado
que não podia se libertar;
estava preso sob seu feitiço
vivendo murcho e submisso
naquele estranho lugar.

Até que um dia
apareceu uma bela fada,
dos cabelos cor de ouro,
que lhe mostrou o tesouro
daqueles que sabem amar.

O príncipe se animou,
do cativeiro se libertou
depois da poção tomar,
deixando a bruxa possessiva
na maior raiva da vida
querendo o Mundo envenenar.

O mancebo pretendido
fugiu com a bela fada
para um Mundo mais feliz.

Só que a bruxa megera
não o deixou em paz,
perseguindo-o com sua ira
enxovalhando de mentira
a cabeça do rapaz.

Aí apareceu o deus do Amor
que dos dois se apiedou
protegendo a fada e o príncipe
para sempre os juntou.

Hoje a bruxa gorda e ciumenta
vaga por vereda purulenta
espalhando seu rancor,
com sua mente afiada
cheia de ódio, a recalcada
atira o fel detonador.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

TE QUERO

Te quero de qualquer jeito
cheio de vícios
e defeitos...
Te quero
como jamais quis alguém,
embora exista a distância,
hei de sempre te querer.
És o sol do meu ocaso,
os lírios dentro do vaso
que enfeitam o meu viver.
Te quero sempre ao meu lado,
mesmo que fiques calado;
não me importo em te implorar,
pois és minha fonte viva,
a sublime voz altiva,
que sempre vai me ordenar.
Te quero nesse reverso,
como o centro do universo,
como alguém nunca te quis,
e espero a palavra tua,
decidindo o que me inclua
pra que eu seja mais feliz.

domingo, 5 de outubro de 2008

VIAGEM ASTRAL

Morrer é viajar
numa linda espaço-nave,
feita de fímbria
pela morte itinerante,
e partir sagaz e insaciável
rumo ao Mundo maior,
estelar e extravagante.

Assim vou eu um dia,
nas asas da fatal sentenciação,
abastecida pelo vento da emoção,
parar na estação-estrela
mais brilhante,
onde serei a extra planetária mais galante.

Me aproximarei dos astros,
Fincarei minha bandeira pelo mastro
e avistarei a Terra bem distante.

Orientada pela ursa polar,
sem enredo e sem medo de errar,
vou explorar as galáxias,
arrancar com as mãos
o grão fértil do infinito
e me certificar
que não estou apática,
espalhando com prazer
meu tênue grito.

Pintarei esse planeta, cor de rosa,
enfeitarei com cambraia
de nuvens, em matiz.
Farei nesse rico universo,
cortejado com as facetas do meu verso,
Meu oasis, onde com certeza
serei a mais feliz.

Ali será para sempre meu lugar,
onde acenderei o meu olhar
para iluminar a via láctea...
Vou ser o clarão do futuro que dilata,
mudando em massa
toda maneira de sonhar.

Jantarei sopa de estrelinha,
tomarei banho na cachoeira
que é só minha...
Serei eu unicamente a rainha,
feita de neve com a leveza do luar.

Eu, a que ontem só sabia imaginar,
nesse momento
terei um mistério
à desvendar...

sábado, 30 de agosto de 2008

INQUIETAÇÃO

Estou te esperando...
Amor ainda te espero.
Perdoa-me pelo mal que te causei,
Não sou a indesejada, eu não quero
Ser o motivo de mais inúmeros talvez.

olha meus olhos são da cor da esperança
e reluzem sob a luz do amanhecer
que desejam vem alem desta pujança
um riso alegre feliz por se viver.

Aqui estou quieta e submissa,
como o tempo passo tão veloz,
mas, me quedo se tua voz soa sinistra
e corro ao vento pelo medo do algoz.

Abriga-me em teus braços de promessa,
Afoga-me em teu peito de doçura,
Estou com as lágrimas correndo às avessas,
Por favor deita-me em prados de candura.

Agora que meus soluços se dispersam
e alcançam o ínfimo do que um dia me doastes
Acode-me nessa fúria submersa
E me absolve desse mal que me alcançastes.

como o burburinho de uma aldeia
vivo inquieta por tão triste demora;
amor, não fui cruel e nunca seja,
estou pacífica no muito que se enseja
e desgraçada pela dor que ainda mora.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

NÃO VOU DEIXAR VOCÊ ME ESQUECER

Não vou deixar
você
me esquecer...
Preciso que entendas
que assim
não sei viver.
Essa agonia deixa-me
com lágrimas nos olhos.
Estou me amofinando, sofrendo
tenho que me conformar?
Posso até fingir uma alegria
e mostrar o meu sorriso todo dia.
Só mesmo Deus do Céu pode saber
que eu não consigo te esquecer.
Então, se eu não consigo,
eu não vou permitir
que um lindo amor
seja o meu castigo.
Será que merece um triste fim?
Vou esperar, até você voltar pra mim.

terça-feira, 17 de junho de 2008

O LUGAR ONDE MORO

Onde eu moro
mora a beleza,
a cálida luz clareia
um céu de nuvens de anil.

Onde eu moro,
o sol acorda cedo,
o mar braveja sem medo;
é um pedaço do Brasil.

O passarinho verseja
com seu canto de alegria,
a gaivota volteia...
voa baixo e hora e meia
desafia a maresia.

Onde eu moro,
mora o encanto das flores
pra enfeitar jovens amores
pelas ruas a suspirar...

É um pouco de paraíso
misturado com tesão...
É o infalível contido,
o imensurável embutido,
na real constatação...
Onde moro
mora também a emoção.
Se me afasto sinto a saudade
perfurar meu coração.

domingo, 15 de junho de 2008

SIMPLES COMO VIVER

É o redemoinho das horas
que não deixa ir embora
essa ânsia de te ver...
Simples como viver.

EVASIVAS

O teu silêncio
atordoa os meus ouvidos,
sei que só pensas
naquilo que não te digo.

Olho em volta
e vomito essa revolta,
o mundo dá tantas voltas,
volta e meia vou brilhar.

Estacionei no batente da minha porta,
a esperança que comporta
todo sonho que eu sonhar.

Quando, teu vulto
chegar súbito, de esguelha,
pelo buraco dessa telha
um novo sol há de raiar.

Me leva
onde teus passos te conduz
e eu te empresto essa luz
para o nosso rumo clarear.

NA TOCA DO MEDO

Em volta da minha toca
tem muitos ratos
e eu não posso ultrapassar.
Geralmente o que digo
eu faço,
mas agora tudo vai mudar.

Dou aos insetos
infectos,
os restos que se fez...

Aperto o play
e torço o convexo,
suavizando o dejeto
da minha estupidez.

Viro do avesso,
viro trova,
viro verso...
Torno-me uma réplica
irônica e surda,
de vocês.

Nada no mundo vai me fazer entender...
Meu espaço está reservado,
numerado, categorizado
e pertence ao cão burguês.

Agora que sou poeta,
medito e acredito,
faço figa solto o grito
pra abalar de uma vez.

Juntando os cacos
repasso
pra causar os impactos,
pois se eu plugar logo infarto.

Receber vaias está na moda,
morrer de fome incomoda,
ser nostálgico é linfático,
então, nada incomum,
somos apenas mais um...

sexta-feira, 13 de junho de 2008

CALMA CORAÇÃO

Ah! coração impertinente!
És um fraco, submisso e indolente,
Neste bater intermitente
Que consome meu viver.
És imperioso quando implicas
Angustiado ao forçar tuas conquistas
Perde a maneira mais fácil de escolher.

Ah! coração, és infalível,
Nessa tua busca insana e incrível
Pela pura ansiedade de amar;
Salta desordenado dentro do peito,
Grita e quer a pulso ser perfeito,
Mesmo sabendo que não deve se exaltar.

Calma coração! Sê coerente!
Deixa que o amor tão simplesmente
Se chegue no conceito de aceitar.
Não tenha timidez, mas também não se arvore,
Sinta somente, antes que o fogo te devore
E te transforme numa bomba a explodir.

Cuida coração, seja mansinho,
Que o teu jeito há de atrair certo carinho,
De um amor tão meigo e tão certinho,
Que para sempre ficará grudado em ti.

HOMENAGEM AOS ENAMORADOS

Hoje, é o dia do amor.
Mas, amor é todo dia...
porque quando se ama
não tem hora
não tem data
se dilata a alegria.

Amor é atemporal.
È um dia especial
só para quem namora?
Para quem se aprimora
no intuito de demonstrar?
É o tempo que vigora,
vamos namorar agora
Viver a vida a namorar.

Para sempre sejam louvados!
com presentes e sem passados
lentos, lerdos ou apressados
homenageamos os namorados
que estão juntos ou separados
o importante é amar.. .

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Quero Um Homem Romântico

Quero um homem romântico, sedutor,
que me fale palavras doces,
bem sussurradas e com sabor.
Quero um homem que me afague,
me seduza com frases delicadas.
Seja terno e bem suave,
como uma pluma acaricie
minha pele ouriçada
Prendendo a minha atenção.
Seja justo sem perder sua doçura,
por mim enfrente obstáculos,
envolva-me em seu abraço
Deixando-me inebriada
cubra-me de amor e paixão.
Não coloque grosseria
nos lábios pra me falar;
refira-se a mim com elegância,
e no momento da união,
se mostre e se revele,
Com a calma que transfere
seu jeito meigo de se dar.
Assim é o homem que quero,
que desejo, que venero,
e que para sempre vou amar.

DEIXA EU SER TUA NAMORADA?

Deixa em altas madrugadas
eu estar contigo...
quero ser tua namorada.
Vem te envolver em mim,
quero-te sobre minha ânsia louca,
sorver o néctar de tua boca.
Deixa...
eu quero ser tua lua,
clarear as noites como tua
e te enlouquecer de tanto prazer.
Serás meu ópio de loucura,
endoidecerei nessa procura
só pra te dizer...
vem amado de tantas incertezas,
coloca teu prazer na minha chama acesa,
vamos conjugar um único verbo...
pra deixar ameno
o cálice de veneno
que és tu.
Não me lamente,
seja meu somente,
e eu serei a teus olhos
a Diva altiva,
a fatal mortal que concebida
se esmera num realce cru

AH! COMO É BOM NAMORAR

Ah! como é bom namorar...
o Mundo fica tolerante,
vemos o sol mais brilhante
refletido no olhar.

O coração dispara,
o ar calmo em nós se espalha,
nos induzindo a sonhar...
Ah, como é divino namorar!

Nos juntamos à luz da lua,
que em nosso céu flutua
nos levando a levitar...

ah! esse namorar singelo,
deixa em nós tudo mais belo,
tão puro com emoção...

Namorar de corpo e alma,
vazando nos poros a calma,
torna vaga a ilusão

quarta-feira, 11 de junho de 2008

ENLUARADA

Quando me banho de lua
estendida no infinito,
a energia do céu me envolve
clareando em mim dissolve
no éter meu frágil aflito.

Penetro no azul-luar
embriagada de amor.
Flutuo na espuma densa,
desfaz-se o caos da sentença,
no ébrio consolador.

Minha alma foge à vagar
me tornando enluarada;
vou seguindo a madrugada,
cantando sem dizer nada,
deixando meu ser fluir
nesse gostoso dormir
Até a lua sumir.

terça-feira, 10 de junho de 2008

MISSÃO DE VIVER

Chegar ao topo do Mundo
e saudar mais um sol...
Árdua caminhada,
que me alonga a estrada
para alcançar a plenitude sonhada
e dissolver os dissolutos
porquês da explicação.

Estou no contexto de vida
envolvida pela lei da conservação.
Lá vou eu, rumo ao infinito.
Creio que ainda haverá muito à caminhar.
Ainda estou cumprindo a fatídica missão;
missão de viver,
missão de desbravar.

Tenho que me suprir de forças sem pensar.
Quem me segue sou eu,
eu e os dogmas da putrefação.
Quem me abandonou não morreu,
reviveu
em outra dimensão.
É essa a saga que suga
e nos trás respondida a questão.

ARREPIO

Arrepio
Cala o frio
em segundos
afundo
afunda
em nosso vazio.
Arrepia
a pele fria
profunda
fecunda
de amor
de odor
sem cor.
Tremer ao temer
reter e ver
o frio bruscamente .
Arqueja
beija
goteja
se proteja
arrepiadamente.

sábado, 7 de junho de 2008

Ó...PRA VOCÊ!

Você,
que prometeu-me o céu e a lua,
que desejou-me toda nua
em fase de crescente amor.

Você,
que em noites frias em seresta,
fechou em mim a porta aberta,
para ser no mundo só nós dois.

Você,
que me pegou desprevenida,
numa súbita despedida
que meu peito abalou.

Agora,
vem dizer que não me esquece,
que se arrepende e promete
me dar amor até morrer?

Pois saiba,
que minha vida está mudada,
minha estrada foi traçada
para uma nova direção...

E Você,
já não mora mais no meu sonho
está de fora e eu proponho
procurar outra emoção.