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sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Branco e Preto

Não sei onde coloco

o cinza, que insiste em surgir

nas sombras de meu existir

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Toada do tempo

Passa hora
Bem depressa
Sem demora
Se arremessa

Passa tempo
Passa logo
A contento
Me consolo
Passa avante
pioneiro
Mais adiante
O mundo inteiro
Se devassa
Se desprende
Na vidraça
Do alpendre

Passa vida
Bem ligeira
Vai perdida
Trapaceira...

Passa a jato
ilusão
Sobra gasto
O coração
No cansaço
Da paixão!

Passa hora
Vida voa
Tempo chora
Pranto à toa

Passa... passo
Grande baque
No compasso
Tic... Tac...

Passa tudo
Sem segredo
Tempo mudo
Passa medo

Passa idade
Pensamento
Mocidade
Sentimento

Passa dia
Passa e vai
Corpo fica
Alma sai...

domingo, 3 de junho de 2007

Chuva que cai...

Quase me dá nostalgia
Este cenário molhado
Uma garoa tão fria
Respinga lá no telhado

E pinga a água bendita
Vazando constante do céu
Fazendo com que eu reflita
Enquanto escorre ao léu

No entanto há beleza
Uma quase poesia
Talvez na própria incerteza
Que a chuva principia

Meu coração pulsa forte
em suave sintonia
parece que tenho sorte
ao ouvir tal melodia

toc, toc, gotejando
em cadência sem parar
a chuva vai me lavando
enquanto fico a cismar