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domingo, 18 de outubro de 2009

O MUNDO EM SEU LUGAR

Já bem cedo de manhã
Suspira em sobras do café
Seus anseios postos prontos pra servir
Entre fotos do jornal
Que estende em sonhos no varal
E algum dia vai vestir, vai ter pra si

Pra lançar-se ao vento
De caprichos e cetins
Como em outros tempos
Quem lhe dera sempre a vida assim

Que espera em seu lugar
Pensando se é amor
Alguém desarrumar
O mundo que arrumou

Já bem tarde pode ser
Varrendo em cantos do vazio
Seus papéis e jeitos, dons que quer pra si
Entre jogos de lençóis
Cortinas, cartas e clarins
Algum dia irá abrir-se e descobrir

Como um mar de rosas
Em canteiros do jardim
Tão maravilhosas
Quem lhe dera sempre a vida assim

Não sabe se é amor
Mal sabe se é azar
O mundo que arrumou
Pra alguém desarrumar

Já bem tarde pra dizer
Guarda silêncios pra depois
Em saudades, vãos e vozes que há de ouvir
Entre móveis que se vão
Mudando as horas de lugar
Algum dia irá voar de volta a si

Como neve falsa
Como chuvas de jasmim
Em salões de valsa
Quem lhe dera sempre a vida assim

Quem dera ser o amor
Que pensa em esperar
Agora que arrumou
O mundo em seu lugar

Mas sempre há de saber
Que sonha ser amor
Alguém desarrumar
A vida que arrumou pra si

sexta-feira, 2 de maio de 2008

PRÁ TE LEMBRAR

Que é que eu vou fazer pra te esquecer?
Sempre que já nem me lembro, lembras pra mim
Cada sonho teu me abraça ao acordar
Como um anjo lindo
Mais leve que o ar
Tão doce de olhar
Que nenhum adeus pode apagar...

Que é que eu vou fazer pra te deixar?
Sempre que eu apresso o passo, passas por mim
E um silêncio teu me pede pra voltar
Ao te ver seguindo
Mais leve que o ar
Tão doce de olhar
Que nenhum adeus pode apagar

Cada sonho teu me abraça ao acordar
Como um anjo lindo
Mais leve que o ar
Tão doce de olhar
Que nenhum adeus pode apagar...

Que é que eu vou fazer pra te lembrar?
Como tantos que eu conheço e esqueço de amar
Em que espelho teu, sou eu que vou estar?
A te ver sorrindo

Mais leve que o ar
Tão doce de olhar
Que nenhum adeus vai apagar