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domingo, 17 de agosto de 2008

Dura espera

Uum culto involuntário
me pego diante do teu altar
elo misterioso
que o tempo não foi capaz de abalar...

visto o manto da saudade
que anuvia meu olhar...
falso riso em minha face...
me obrigando a disfarçar...

os pensamentos ainda se cruzam
neste adeus que não convenceu...
vidas interrompidas, divididas,
estranhamente... unidas...

e feito folha ao chão,
espero o vendaval,
que me leve até você...
e acalme meu coração

numa tempestade necessária
pro arco-íris atravessar...
e com tua digital novamente
me tatuar...

na cama, tão grande...
sufoco sem você
o abraço apertado da saudade
faz o corpo doer...

há quem chegue a duvidar
não tenho como explicar,
esse nós,
que a morte não conseguiu separar

feito fruta madura
esperando a colheita
tempo que não se estreita...
estou a murchar...

a porta não se fechou...
o fim não chegou...
a lágrima rolou...
a saudade não levou...
nem te afastou...
e neste oceano de dor
clamo pela hora do reencontro
com você, meu amor...

esperando ansiosa
ver estendidas tuas mãos carinhosas
e num leve toque em você
eu poder renascer...

terça-feira, 20 de novembro de 2007

MUDAR

Discussões no ar...
o beijo, perdeu o lugar...
a ausência tenta justificar,
transferir culpas...
lágrimas tornam-se sinônimos de amar.

Preciso de uma luz...
um pouco de ar...
mais vinho...
não chorar...

Não necessariamente nessa ordem...
A mente em desordem...

retrospecto da morte...
sem cadáver pra enterrar...

Mudar...
Talvez o cabelo cortar,
nem sei se vou gostar...

por anos, o eco do teu coração,
no meu a pulsar...
bastava fechar meus olhos e te alcançar...

por onde recomeçar?

Vou segurar... sem baquear...
fingir não ouvir o som
da lágrima pingar...

me repaginar...

não abrir a porta
a hora que, mais uma vez,
você pedir pra te perdoar...

me respeitar, me amar.
mesmo insegura
vou tentar...

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Mudar...

Discussões no ar...
o beijo, perdeu o lugar...
a ausência tenta justificar,
transferir culpas...
lágrimas tornam-se sinônimos de amar.

Preciso de uma luz...
um pouco de ar...
mais vinho...
não chorar...

Não necessariamente nessa ordem...
A mente em desordem...

retrospecto da morte...
sem cadáver pra enterrar...

Mudar...
Talvez o cabelo cortar,
nem sei se vou gostar...

por anos, o eco do teu coração,
no meu a pulsar...
bastava fechar meus olhos e te alcançar...

por onde recomeçar?

Vou segurar... sem baquear...
fingir não ouvir o som
da lágrima pingar...

me repaginar...

não abrir a porta
a hora que, mais uma vez,
você pedir pra te perdoar...

me respeitar, me amar.
mesmo insegura
vou tentar...

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Mudar...

Discussões no ar...
o beijo, perdeu o lugar...
a ausência tenta justificar,
transferir culpas...
lágrimas tornam-se sinônimos de amar.

Preciso de uma luz...
um pouco de ar...
mais vinho...
não chorar...

Não necessariamente nessa ordem...
A mente em desordem...

retrospecto da morte...
sem cadáver pra enterrar...

Mudar...
Talvez o cabelo cortar,
nem sei se vou gostar...

por anos, o eco do teu coração,
no meu a pulsar...
bastava fechar meus olhos e te alcançar...

por onde recomeçar?

Vou segurar... sem baquear...
fingir não ouvir o som
da lágrima pingar...

me repaginar...

não abrir a porta
a hora que, mais uma vez,
você pedir pra te perdoar...

me respeitar, me amar.
mesmo insegura
vou tentar...

sábado, 1 de setembro de 2007

POR NÓS

Afaste-se de mim
feito anjo piedoso
abandone meu coração errante
já conhecemos o fim doloroso


Não me estendas as mãos
não me ofertes teu calor
negue-me teus carinhos
não me olhe com amor


Não atices meu corpo
nem alimentes meu sonhar
esta estória já nasceu com um final
impossível de mudar


se a insensatez me domina
e o juízo me abandonou
sejas lúcido o bastante
repudie esse amor que brotou


Apague em mim tua voz
o teu suspirar
impeça-me de te amar


E quando me vir pelas ruas
finja não me conhecer
ignore minha pulsação descontrolada
faça isso pra nos proteger


a vida brincou com a gente
e esse trote aplicou
despertando este sentimento lindo
que na escuridão desabrochou...


afaste de mim este cálice
Seja homem, seja forte
poupe-me da
já anunciada desordem

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

POR NÓS

Afaste-se de mim
feito anjo piedoso
abandone meu coração errante
já conhecemos o fim doloroso


Não me estendas as mãos
não me ofertes teu calor
negue-me teus carinhos
não me olhe com amor


Não atices meu corpo
nem alimentes meu sonhar
esta estória já nasceu com um final
impossível de mudar


se a insensatez me domina
e o juízo me abandonou
sejas lúcido o bastante
repudie esse amor que brotou


Apague em mim tua voz
o teu suspirar
impeça-me de te amar


E quando me vir pelas ruas
finja não me conhecer
ignore minha pulsação descontrolada
faça isso pra nos proteger


a vida brincou com a gente
e esse trote aplicou
despertando este sentimento lindo
que na escuridão desabrochou...


afaste de mim este cálice
Seja homem, seja forte
poupe-me da
já anunciada desordem

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Estrupo

Sinto a vida sair de minhas entranhas ...

desvirginando meu coração,

estuprando minha mente...



Dói comparável a um parto.

Sofro !

Não reajo !!



Minha estima amputada de mim...

Sinto-me indigna de existir...

Não me reconheço...



Acreditei ter encontrado a plenitude

do verbo amar,

agora,

vens com teus ferrões,

escaramuça,

deixa fundas feridas...



Sentes alegria em violentar-me,

oprimir-me...

Estás cego às emoções,

trazendo farpas de insolência no olhar,

e morte aos sentimentos,

em tuas frias palavras...

qual grandes patas,

pisoteiam aleatoriamente...

Não percebendo o rastro de estragos

que deixas em mim...

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Dama Maldita

O ciúme me corroia...
nos braços de outra eu te via...
nas longas noites em que se ausentava
teus lábios nos dela eu imaginava...
tua tensão te delatava...
cega neste ciúmes,
não vi nosso carro se ir...
quando fomos "assaltados" e todos nossos
móveis levados...
não te entendi...
mas te obedeci, a policia não recorri

tua ausência aumentava
tua tensão acompanhava...

quando se "acidentou" ,
ao teu lado,
no hospital fiquei,
na verdade vigiando,
pra ninguem se aproximar...
entorpecida, neste ciúme doentio
não notei as pessoas que estavam por ali...


e então, ao te ver ameaçado
reagi...
a cobrança se virou contra mim...
foi preciso tudo perder...
quase morrer
pro ciúme se dissipar
e então eu enxergar
que os verdes que te encantam
aflanelam uma mesa
e que a "Dama" que te domina
tem "A"is, mais envolventes que os meus

preciso partir...
não sei blefar...
não posso com ela competir...

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Medo

hoje tive medo
medo de voltar do trabalho e não te encontrar
medo de não voltar...
medo de não ver mais o riso puro dos teus seis anos
medo de não ver a beleza dos teus alegres vinte quatro anos

medo de não te ver completar dezessete anos
Então, lembrei-me de teu casamento...
tive medo de não ver teus frutos chegarem..
Enquanto trabalhava pensei no teu feijão
no teu carinho, na tua dedicação
senti medo de não te ver de novo,
de não ter tempo pra te agradecer por tudo,
desde a minha geração...
O medo me consumiu...
desesperei-me por noticias daquele amigo que há muito partiu,
de não sentir mais aquele abraço...
de ter como companheiro só o medo que surgiu
Veio o medo de não mais dividir contigo meu travesseiro
de teu pijama amanhecer já dobrado...
De não acordar com aquele teu café fraco e gelado,
mas que acalenta meu coração...
E nesse medo sem dimensão...
que em lágrimas transmutou meu coração...
o medo maior era o de faltar alguem
ao alcance da minha mão...
quer seja filho, mãe, amor, amigo, irmão...
medo de prosseguirem perdas irreparáveis
sem a devida punição...
Nesse medo que me consome
quero tempo para te agradecer
um sonoro "te amooooooo" dizer...
teu perdão quero pedir
pois evidente está, que a qualquer tempo
um de nós, sem licença ou explicação...
pode partir...

domingo, 8 de julho de 2007

Reencontro

A cada por do sol, te esperava
somente a lua chegava,
com seu manto prata,
minha saudade acalentava.
Coração apertado,
por esperanças recheado,
não me permitindo desistir...
Segui pela noite fria,
que energias me trazia,
alimentando a expectativa do reencontro
no brilho distante das estrelas
encontrava o carinho do teu olhar...
na brisa da noite, sentia teu perfume chegar
rosas no ar,
espinho da distância fazendo sangrar
lágrima a rolar...
corpo a inquietar...
E então, finalmente teu sorriso...
Pros teus braços me chamou
neles me aninhei
meu amor em silencio confirmei...
calei.
tua amiga seguirei...
Esta noite quando a lua me visitar
vida encontrará...
pois juntos estamos
não como desejei
mas como o destino determinou...

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Aqui...

Estou aqui, mas você nem notou...
Sempre achando que eu posso esperar,
que a solidão não vai matar...
Que outro alguem não chegará...
que estarei a disposição
pra quando você estender as mãos...

Não percebeu que a alegria sumiu...
que meu olhar não mais sorriu...
que meu coração se partiu...
meu castelo ruiu...

Sempre ocupado.
Não podes me escutar.
Mas tens tempo pra cobrar...
Julgar.

Acusas-me de omissão
sem perceber que tua opressão
há muito me calou
fico só observando...
esperando...
Sinto que amanhã te direi não!

Tens a chance de me enlaçar
e esta estória reescrever.
Ainda estou aqui.
Ainda quero você...

Mas se você não despertar...
Ainda assim estarei aqui,
não mais porque você assim determinou.
Estarei aqui pra recomeçar
exatamente de onde cai...