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terça-feira, 1 de junho de 2010

O Amor

Então, Almitra disse: “Fala-nos do amor.”
E ele ergueu a fronte e olhou para a multidão,
e um silêncio caiu sobre todos, e com uma voz forte, disse:
Quando o amor vos chamar, segui-o,
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados;
E quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe,
Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos;
E quando ele vos falar, acreditai nele,
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos
Como o vento devasta o jardim.
Pois, da mesma forma que o amor vos coroa,
Assim ele vos crucifica.
E da mesma forma que contribui para vosso crescimento,
Trabalha para vossa queda.
E da mesma forma que alcança vossa altura
E acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol,
Assim também desce até vossas raízes
E as sacode no seu apego à terra.
Como feixes de trigo, ele vos aperta junto ao seu coração.
Ele vos debulha para expor vossa nudez.
Ele vos peneira para libertar-vos das palhas.
Ele vos mói até a extrema brancura.
Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis.
Então, ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma
No pão místico do banquete divino.
Todas essas coisas, o amor operará em vós
Para que conheçais os segredos de vossos corações
E, com esse conhecimento,
Vos convertais no pão místico do banquete divino.
Todavia, se no vosso temor,
Procurardes somente a paz do amor e o gozo do amor,
Então seria melhor para vós que cobrísseis vossa nudez
E abandonásseis a eira do amor,
Para entrar num mundo sem estações,
Onde rireis, mas não todos os vossos risos,
E chorareis, mas não todas as vossas lágrimas.
O amor nada dá senão de si próprio
E nada recebe senão de si próprio.
O amor não possui, nem se deixa possuir.
Porque o amor basta-se a si mesmo.
Quando um de vós ama, que não diga:
“Deus está no meu coração”,
Mas que diga antes:
"Eu estou no coração de Deus”.
E não imagineis que possais dirigir o curso do amor,
Pois o amor, se vos achar dignos,
Determinará ele próprio o vosso curso.
O amor não tem outro desejo
Senão o de atingir a sua plenitude.
Se, contudo, amardes e precisardes ter desejos,
Sejam estes os vossos desejos:
De vos diluirdes no amor e serdes como um riacho
Que canta sua melodia para a noite;
De conhecerdes a dor de sentir ternura demasiada;
De ficardes feridos por vossa própria compreensão do amor
E de sangrardes de boa vontade e com alegria;
De acordardes na aurora com o coração alado
E agradecerdes por um novo dia de amor;
De descansardes ao meio-dia
E meditardes sobre o êxtase do amor;
De voltardes para casa à noite com gratidão;
E de adormecerdes com uma prece no coração para o bem-amado,
E nos lábios uma canção de bem-aventurança.

terça-feira, 25 de maio de 2010

UNIDOS FRATERNALMENTE

Tu és cego
e eu sou surdo
e mudo:
se tua mão tocar a minha
nos entenderemos.


Agora,
brincamos de esconde-esconde.

Se te esconderes em meu coração
não será dificil que eu te encontre.

Mas se te escondes
atrás de tua couraça,
será inútil
que alguém
procure te encontrar.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Olhai para os campos

Olhai para os campos onde todas
as coisas falam do amor:
os ramos se abraçam,
as flores dançam, os pássaros
namoram; onde a natureza
toda glorificao espírito.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

O Homem e a Natureza

Ao romper do dia, sentei-me na campina, travando conversa com a Natureza, enquanto o Homem ainda descansava sossegadamente nas dobras da sonolência. Deitei-me na relva verde e comecei a meditar sobre estas perguntas:

Será a Beleza Verdade? Será Verdade a Beleza?

E em meus pensamentos vi-me levado para longe da humanidade. Minha imaginação descerrou o véu de matéria que escondia meu íntimo. Minha alma expandiu-se e senti-me ligado à Natureza e a seus segredos. Meus ouvidos puseram-se atentos à linguagem de suas maravilhas.

Assim que me sentei e me entreguei profundamente à meditação, senti uma brisa perpassando através dos galhos das árvores e percebi um suspiro como o de um órfão perdido.

“Por que te lamentas, brisa amorosa?” perguntei.

E a brisa respondeu: “Porque vim da cidade que se escalda sob o calor do sol, e os germes das pragas e contaminações agregaram-se às minhas vestes puras. Podes culpar-me por lamentar-me?”

Mirei depois as faces de lágrimas coloridas das flores e ouvi seu terno lamento... E indaguei: “Por que chorais, minhas flores maravilhosas?”

Uma delas ergueu a cabeça graciosa e murmurou: “Choramos porque o Homem virá e nos arrancará, e nos porá à venda nos mercados da cidade.”

E outra flor acrescentou: “À noite, quando estivermos murchas, ele nos atirará no monte de lixo. Choramos porque a mão cruel do Homem nos arranca de nossas moradas nativas.”

Ouvi também um regato lamentando-se como uma viúva que chorasse o filho morto, e o interroguei: “Por que choras meu límpido regato?”

E o regato retrucou: “Porque sou compelido a ir à cidade, onde o Homem me despreza e me rejeita pelas bebidas fortes, e faz de mim carregador de seu lixo, polui minha pureza e transforma minha serventia em imundície.”

Escutei, ainda, os pássaros soluçando e os interpelei: “Por que chorais meus belos pássaros?”

E um deles voou para perto, pousou na ponta de um ramo e justificou: “Daqui a pouco, os filhos de Adão virão a este campo com suas aramas destruidoras e desencadearão uma guerra contra nós, como se fossemos seus inimigos mortais. Agora estamos nos despedindo uns dos outros, pois não sabemos quais de nós escaparão à fúria do Homem. A morte nos segue, aonde quer que vamos.”

Então o sol já se levantava por trás dos picos da montanha e coloria os topos das árvores com auréolas douradas. Contemplei tão grande beleza e me perguntei:

“Por que o homem deve destruir o que a Natureza construiu?”

quinta-feira, 2 de julho de 2009

BOM DIA/02/07

Na amizade,
todos os pensamentos,
todos os desejos
e todas as expectativas
nascem
e são compartilhadas,
com uma alegria imensurável,
mesmo sem palavras.

domingo, 10 de maio de 2009

Seus filhos não são seus filhos

"Seus filhos não são seus filhos. São os filhos do desejo da Vida por si mesma.
Eles vem através de vós, mas não são de vós. E apesarem de estarem convosco, não vos pertencem.
Podem dar seu amor, mas não seus sentimentos, eles tem os seus próprios.
Podem abrigar seus corpos, mas não suas almas, pois suas almas vivem no amanhã, a qual vocês não poderão visitá-la, nem mesmo em sonhos. Podem vocês esforçar-se em ser como eles, mas não tentem faze-los ser como vocês.Porque a vida não volta, nem permanece no ontem. Voces são como arcos, dos quais seus filhos são arremessados. O arqueiro ve o alvo no caminho do infinito e ele lança seu poder nas flechas, para que elas possam ir longe e velozes.
Deixem que o arqueiro os curvem com alegrias, pois assim como ele ama a flecha que voa, ele ama o arco que é estavel."

domingo, 1 de março de 2009

BOM DIA

O amor só se dá a si e não tira nada, senão de si.

O amor não possui nem é possuído;
Pois o amor basta-se a si próprio.

Quando amardes não deveis dizer: "Deus está no meu coração",
Mas antes, "Eu estou no coração de Deus".

E não pensais que podeis alterar o rumo do amor,
Pois o amor se vos achar dignos dele, dirigirá seu curso.

O amor não tem outro desejo, que não seja de preencher a si próprio.

Mas se amardes e tiverdes desejos, que sejam esses os vossos desejos:
Fundir-se. E ser como um regato que corre e canta sua melodia para a noite.

Amai e amai sempre. Para conhecer a dor de tanta ternura,
E ser ferido pela vossa própria compreensão do amor.

Amai para sangrar com vontade, e alegremente.

Amai para despertar de madrugada com um coração alado,
E dar graças a Deus por mais um dia.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

QUANDO O AMOR ACENAR...

Quando o amor acenar,
siga-o ainda que por caminhos ásperos e íngremes.
E quando suas asas o envolverem, renda-se a ele.
Ainda que a lâmina escondida sob suas asas possa feri-lo.
E quando ele falar a você, acredite no que ele diz.
Ainda que sua voz possa destroçar seus sonhos.
Assim como o vento norte devasta o jardim.
Pois, se o amor coroa, ele também o crucifica.
Se o ajuda a crescer, também o diminui.
Se o faz subir às alturas e acaricia seus ramos
mais tenros que tremem ao sol,
também o faz descer às raízes e abala sua ligação com a terra.
Como os feixes de trigo, ele o mantém íntegro.
Debulha-o até deixá-lo nu.
Transforma-o , livrando-o de sua palha.
Tritura-o, até torná-lo branco.
Amassa-o, até deixá-lo macio e, então,
submeta-o ao fogo para que se transforme em pão,
no banquete sagrado de Deus.
Todas essas coisas pode o amor fazer para que você conheça os segredo de seu coração e, com esse conhecimento, se torne um fragmento do coração da vida.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Seguindo o Amor

Quando o amor acenar, siga-o ainda que por caminhos
ásperos e íngremes.

E quando suas asas o envolverem, renda-se a ele.
Ainda que a lâmina escondida sob suas asas possa feri-lo.

E quando ele falar a você, acredite no que ele diz,
Ainda que sua voz possa destroçar seus sonhos,
Assim como o vento norte devasta o jardim.

Pois, se o amor coroa, ele também o crucifica.
Se o ajuda a crescer, também o diminui.

Se o faz subir às alturas e acaricia seus ramos
mais tenros que tremem ao sol, também o
faz descer às raízes e abala sua ligação com a terra.

Como os feixes de trigo, ele o mantém íntegro.
Debulha-o até deixá-lo nu.

Transforma-o, livrando-o de sua palha.
Tritura-o, até torná-lo branco.
Amassa-o, até deixá-lo macio e, então, submeta-o ao fogo
para que se transforme em pão, no banquete sagrado de Deus.

Todas essas coisas pode o amor fazer para que você
conheça os segredos de seu coração e, com esse
conhecimento, se torne um fragmento do coração da VIDA.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

O Amor

Então, Almitra disse: “Fala-nos do amor.”
E ele ergueu a fronte e olhou para a multidão,
e um silêncio caiu sobre todos, e com uma voz forte, disse:

Quando o amor vos chamar, segui-o,


Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados;
E quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe,
Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos;


E quando ele vos falar, acreditai nele,
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos
Como o vento devasta o jardim.


Pois, da mesma forma que o amor vos coroa,
Assim ele vos crucifica.
E da mesma forma que contribui para vosso crescimento,
Trabalha para vossa queda.
E da mesma forma que alcança vossa altura
E acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol,
Assim também desce até vossas raízes
E as sacode no seu apego à terra.
Como feixes de trigo, ele vos aperta junto ao seu coração.


Ele vos debulha para expor vossa nudez.
Ele vos peneira para libertar-vos das palhas.
Ele vos mói até a extrema brancura.
Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis.
Então, ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma
No pão místico do banquete divino.
Todas essas coisas, o amor operará em vós
Para que conheçais os segredos de vossos corações


E, com esse conhecimento,
Vos convertais no pão místico do banquete divino.
Todavia, se no vosso temor,
Procurardes somente a paz do amor e o gozo do amor,
Então seria melhor para vós que cobrísseis vossa nudez
E abandonásseis a eira do amor,
Para entrar num mundo sem estações,
Onde rireis, mas não todos os vossos risos,
E chorareis, mas não todas as vossas lágrimas.


O amor nada dá senão de si próprio
E nada recebe senão de si próprio.
O amor não possui, nem se deixa possuir.
Porque o amor basta-se a si mesmo.
Quando um de vós ama, que não diga:

“Deus está no meu coração”,
Mas que diga antes:
"Eu estou no coração de Deus”.


E não imagineis que possais dirigir o curso do amor,
Pois o amor, se vos achar dignos,
Determinará ele próprio o vosso curso.


O amor não tem outro desejo
Senão o de atingir a sua plenitude.
Se, contudo, amardes e precisardes ter desejos,
Sejam estes os vossos desejos:


De vos diluirdes no amor e serdes como um riacho


Que canta sua melodia para a noite;
De conhecerdes a dor de sentir ternura demasiada;
De ficardes feridos por vossa própria compreensão do amor
E de sangrardes de boa vontade e com alegria;
De acordardes na aurora com o coração alado
E agradecerdes por um novo dia de amor;
De descansardes ao meio-dia
E meditardes sobre o êxtase do amor;
De voltardes para casa à noite com gratidão;
E de adormecerdes com uma prece no coração para o bem-amado,
E nos lábios uma canção de bem-aventurança.



Muita Paz no Coração!

sexta-feira, 28 de março de 2008

O trabalho é o amor feito visível.

"O trabalho é o amor feito visível.
Senão podeis trabalhar com amor, mas somente com desgosto,
melhor seria que abandonásseis vosso trabalho
e vos sentásseis à porta do templo a solicitar esmolas
daqueles que trabalham com alegria."