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domingo, 14 de setembro de 2008

Minha Cor-de-Rosa

Preciso resgatar a minha Cor-de-Rosa!
Perdi-a no decorrer da vida...
... tornei-me nebulosa,
fazendo-me fortalecida.

Fui trancando o glamour...
... abrindo a face valente...
Apagando meu abajour,
fiz-me inevidente.

Deixando a jarra vazia sobre a mesa,
flores ao relento pediam-me moradia.
Saindo das paixões à francesa,
perdi a noção de companhia.

Desmarcando parcerias de dança,
esqueci como dançar...
O silêncio foi marcando o descompasso...
.... não dancei... não vi o dia raiar...

Hoje, a farda impecável
faz-se mais feia do que a roupa desbotada.
O dedo indicador ordenável
impulsiona minha alma delicada.

Agora entendo:
vão-se as responsabilidades exageradas...
De nada vale a vida ou não vale nada,
se a minha cor mulher está tão recolhida...
... se a minha cor-de-rosa está descolorida.

Que venha o meu pôr-de-cor,
renascerei...
Que caiam as pétalas,
brotarei, sei que brotarei