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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

MÃOS DE PAZ

Mãos que acariciam o sonho a se gerar,

Mãos que seguram o filho ao nascer,

Mãos que asseguram a vida, a aleitar,

Mãos que garantem de o tombo não ser.



Mãos que asseveram o direito ao pão,

Mãos que facilitam o acesso ao saber,

Mãos que alimentam o bom coração,

Mãos que do grão fazem a vagem nascer.



Mãos que afiançam ao ser, liberdade,

Mãos que semeiam amor à fartura,

Mãos que defendem o florir das idades,

Mãos que alcançam à luz da cultura.



Mãos que elevam ao entendimento,

Mãos que entesouram o conhecimento,

Mãos que comungam no discernimento,

Mãos que enobrecem, cedendo talentos.



Mãos que incentivam a mente ao dever,

Mãos que aveludam ao pássaro, o ninho,

Mãos que motivam a beleza de ser;

Mãos que ilustram e abrem caminho.



Mãos que encantam a alma comovida,

Mãos que enternecem e sabem o que fazem;

Mãos que conduzem e enriquecem a vida,

Mãos que se entregam a terra onde jazem.



Mãos que enrijecem pela sobrevivência,

Mãos que se juntam a rezar pelo bem,

Mãos que se buscam e rebuscam a ciência,

Mãos que bem postas dizem: Amém!



Mãos do que planta e colhe a semente,

Mãos do que vive e sabe o que faz,

Mãos do que dá, encanta e sente,

Mãos que se unem a lutar pela Paz!

quarta-feira, 18 de junho de 2008

AMOR É TUDO

Senhor Meu,

Muito obrigada, mas...
Ninguém vem pronto!
Entretanto, assim, se faz,
Em versos decididos,
Tanger o poeta
O coração tonto,
À lira, solto,
E por mãos estetas,
Em confusão
Transpor ao mar revolto
D'alma aturdida,
Em turbilhão louco,
Onde se busca amor,
Pra quem amor é tudo!

sexta-feira, 13 de junho de 2008

A voz que cala

A voz que cala no vale,

Sopro de tua voz,

Cheiro de tua boca,

Independente de ti,

Fica ao meu ouvido

Retumbante nos ares,

Dizendo da paixão

Que nos arrebata para a vida.



A voz que cala nas colinas,

Vento devastador

Destruindo esperanças,

Em nossas formas

Submersas no tempo

Que não nos exploramos,

Submissa às visões do mundo,

Mais que palavras que falam de ti.



A voz que cala na cachoeira,

Brisa serena do universo de nós,

Do mais profundo de ti,

Emergente em meu ser,

Lava nossas almas

Do pecado originado,

Orações não rezadas

De meu clamor por ti.



A voz que cala em tua boca,

Teus beijos não dados,

Nossa ânsia louca

Não nos entregando,

Relíquias do prazer

De nos termos para sempre,

Mesmo na certeza de te ter,

Não te tendo aqui.



A voz que cala no silêncio,

É a minha a teu ouvido,

Sinfonia que não quer parar

E te ofertando

O tema escolhido,

Inacabado assim, mas salutar,

Virtual, virtuoso, reprimido,

Vida e sobrevida para amar.



A voz que cala no tempo,

É meu ser que invade o teu,

A lira que me encanta,

E, maga, realiza meu sonho,

Apesar do desencanto,

De tua surdez aos meus apelos,

Indubitavelmente,

É a voz do meu amor por ti.