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terça-feira, 26 de agosto de 2008

Sussurro de Deus!

Conta-se que um amigo levou um índio para passear
no centro de São Paulo.
Seus olhos não conseguiam acreditar na altura dos
edifícios e ele mal conseguia acompanhar o ritmo frenético das pessoas indo e vindo.
Espantava-se com o barulho ensurdecedor das sirenes,
dos automóveis, as pessoas falando em voz alta.
De repente o índio falou:
Ouço um grilo...
O amigo espantado retrucou:
* Impossível ouvir um inseto tão pequeno nessa confusão!
O índio insistiu que ouvia o cantar de um grilo.
Tomando o seu cicerone pela mão, levou-o até um
canteiro de plantas.
Afastando as folhas, apontou para o pequeno inseto:
* Como? -Perguntou o amigo, ainda sem crer.
O índio pediu-lhe algumas moedas, e então jogou-as
na calçada.
Quando elas caíram e se ouviu o tilintar do metal,
muita gente se voltou:
* Escutei o grilo porque o meu ouvido está acostumado
com este tipo de barulho.
As pessoas aqui ouvem o dinheiro caindo no chão porque
foram condicionados a reagirem a esse tipo de estímulo.
Depois arrematou:
* A gente ouve o que está acostumado ou treinado a ouvir.
Vivemos em um mundo materialista.
A vida nos impõem que sejamos muitas vezes duros.
Acabamos nos tornando céticos.
A voz de Deus não é ouvida senão por aqueles
que tem o ouvido sensível.
Muitas vezes a correria da vida e as agitações da nossa
alma inquieta não nos permitem perceber o Divino.
Treinamos os nossos sentidos para reagir apenas aos
impulsos da sobrevivência, mas há realidades que só
se percebem com o espírito.
Aqueles que aquietam o coração e se deixam tocar pelo
Eterno, escutam o sussurro de DEUS.

Desejo a todos, que consigamos,
apesar do tumulto que nos cerca,
escutar o sussurro de "Deus".

sábado, 12 de julho de 2008

TREM DO AMAR

Ah, trem do amar!
Lá vem o trem
Trazendo o meu amor
Vem de longe, muito longe
Como canção no ar,
Apito e muita fumaça

Ah, trem do amar!
Que trás a esperança
Rasgando os vales
Atravessando montanhas
Trazendo alegrias
Matando saudades.

Ah, trem do amar!
Leve meu recado
Ao meu amor distante
Fale do amor, do meu amor
Quiçá, um dia, possa me trazer
A minha amada aqui, pra mim.