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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

HAITI

Brincavam e cantavam, na escola, as crianças...trálálá...
O moço tradutor se alegrava e dançava porque ia casar...
Mas a nuvem de poeira, de repente, apagou-se-lhes a luz!



Debaixo daqueles escombros, das dores, dos sustos sem voz,
Impera o silencio dos milhares de gestos inertes, agora acenando pra nós!
Apelo de preces, de ajuda, de socorro aos seus!... Mas a mímica daquela
centena de milhares de mãos, quedaram e sequer acenaram adeus!
-Ah, Deus!!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

ROSA ETERNA

De seda vestida...
Impar odor da natura...
Tão bela..
tão senhora...
tão bonita...
Nos corações suscita
veneração de quem ora...
Enquanto a vida perdura...

Botão
cada pétala, um encanto
concha frágil, que se agita
dentro do prazo
fugaz ao vento,
transitório,
o supremo esforço
de se fazer mais bonita!

Apogeu...
Sorri
plena de beleza,
plena vida.
hálito de aroma
viceja em brisa
quais os acordes
de uma canção,
feita de encantos.
Há uma fada em cada pétala,
que se encantou...
Carmim perfume...
gota de orvalho...
Nutre encantos
Halo de amor.

Efêmera.
Tão breve o prazo a tão linda vida..
Fadas libertas.
Vê que fenecem com suas sedas,
soltas à aragem, tombadas ao chão?
Lágrima em pétala.
Demora a brisa,
dando noticia de seu odor
inda na haste...
no próprio espinho,
resta o perfume e a miragem
do que era luz e se apagou...
Dentro do sonho,
asa e eflúvio, inesquecida,
se eternizou!

segunda-feira, 16 de julho de 2007

OLHAR AMADURECIDO

Amadurecido o olhar do poeta,
olha a vida qual poema:
O cruel da realidade,traz amarga algesia,
e as lágrimas que escorrem
compõem lenços com a poesia!...

domingo, 15 de julho de 2007

CANTO DO VENTO

Breve brecha na janela, quase nada... só um fio e
O gélido assovio do vento, quarto adentro!
Arrepio...Qual um sopro avoengo!... Calafrio!

Toca as ramas, os beirais, as cordas dos varais,
As quinas dos quintais...instrumentam seu alento!
Recolhidas as aves, em seus ninhos, com seus pios
Desencantos em seus trinos, baixinhos...sonolentos
Em finos sonatinos, suprimidos com seus gritos!

quinta-feira, 12 de julho de 2007

OS FILHOS DO CASAL PONTO-E-VÍRGULA

O casal Ponto-e-Vírgula tiveram alguns pontinhos e umas
virgulazinhas, por filhos, e todos eles são gêmios!
Dentre eles, as Aspas, gêmeas, muitíssimo parecidas com a mãe!
Mas o temperamento!... Meu Deus!!.. Dedoduras!
Esquisitas.
Mal a gente termina de escrever, elas cercam determinadas
frases, falando:-"Essa frase não é delaaaaa!!!
Ela apenas transcreveuuu!"Antipáticas!!
Mas, acabam por ser "um mal necessário".

Já seus irmãozinhos trigêmeos, os Reticências, estes são
a cara do pai, com tiques de gagueira !
Porém são tão inseguros, coitadinhos!
Vê-se que são muito hesitantes.
As vezes, temos quase que adivinhar o que estão querendodizer.
São assim...tímidos?... vagos?...talvez...não sei...

Quanto aos gêmeos Trema, aqueles, não tem jeito!
Cheios de empáfia, com ares de superioridade!...quase não aparecem,e quando aparecem, sempre vêm nos ombros dos seus amigos
Guegui e Quequi e algumas vezes, gritam de lá de cima:- Ei! Ele não forma ditongo não, ouviu bem?-Isso aqui não é um cinquenta, é um cinqÜenta: CincOEnta!!
Não sabe escreve-er!!
Não sabe le-er!! ÜÜÜÜÜ!!!Até para vaiar, vaiam com trema!!
Quem os aguenta, aliás, agüenta?

sábado, 3 de março de 2007

Pena de Amor II

Em tua alma bordei,
os versos que hei cantado...
invisíveis arabescos,
filigranas e rendados...
Os salmos de minha ternura,
em tons fiéis, delicados...
em tua alma fibrila
os fios da minha lira...
em tuas líricas fibras
lá hei depositado
os versos deste meu fado,
canção de minha ventura,
gravei as meigas texturas
deste meu terno bordado,
pelo tanto que hei amado
e que sempre te amarei!


O muito que já vaguei,
Olhos de ti, tão alheios...
nos portais das madrugadas
em meus sonhos me enleio,
aos finos fios tateio
o avesso de nossa história,
que em sonho ou memória,
traz de volta ao que amei...
Aplacam o meu anseio,
os sonhos que hei sonhado
e que ainda sonharei!