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sábado, 14 de abril de 2007

Quantas Vezes!!!

Quantas vezes fui ao mar...
Quantas vezes te busquei...
Resolvi não mais te esperar
E por fim, despertei.
Outrora o silêncio das noites
Tinha pra mim som de cantiga
Bastava olhar para o céu
Para sentir tua mão amiga
Hoje já me fiz descrente
Devo esquecer e seguir em frente
Deixar essa mágoa doída,
Sair para viver a vida!
Não mais teus olhos sereno
Teu calor não mais em mim
Não tenho mais tempo a perder
Preciso cuidar de mim!
Caso um dia resolvas voltar,
Não ouses me procurar
Pois de nada vai adiantar
Tuas histórias vir-me contar
Quantas vezes fui ao Mar...
Quantas vezes lá te busquei...
Quantas vezes fui lá chorar
Quantos dias te desejei!
Sinceramente e de coração
Meu amor por ti, ainda existe
Mas sei que nenhuma paixão
A tamanha ingratidão resiste
Seguirei o meu caminho
Seguirei a minha estrela
Nela construirei novo ninho
E serei feliz com certeza!
De uma coisa já estou certa
Que pouco valeu a pena
Ficou apenas a lembrança
Do meu amor de pequena
Muitos anos agora se passaram
Do meu tempo de menina
Doces recordações que ficaram
Do soldado e da bailarina
Lavo meu rosto no mar
Água salgada combina
Com as lágrimas derramadas
Finalizando esta rima.
Hoje eu voltei ao Mar
Lembrei-me de coração partido
De um dia onde pude jurar
Que um anjo havia caído
Quantas vezes fui ao Mar
Foram tantas que já nem sei
Hoje volto para ver o mar
Só que agora,
Acordei!

domingo, 8 de abril de 2007

EM PLENITUDE

Em plenitude a alma se enleva
Emerge ao mais alto do firmamento
Faz um retrospecto da vida
Olha e vê milhões de olhares famintos
Mais além outros sedentos de sangue!

Quase desiste da volta
Mas sabe que aqui está seu destino
Comprometido a Vivência
A sublimação da Existência
A redenção dos pecados
Outrora deixados em débito!

Mães chorando em guerra
Filhos desaparecendo no horizonte
Eterna luta do homem
Estabelecida com ele mesmo!
Crianças ao relento
Subjugadas à margem da vida
Expostas à miséria
Destruídas ,
Ultrajadas,
Condenadas!

De outro lado bombas caem
Centenas de vidas se apagam
A alma retorna ao seu mundo
Sai do silêncio profundo
E de volta à terra, chora!
Pensa em voz alta e murmura:
O Amanhã não Demora!