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segunda-feira, 15 de outubro de 2007

TALISMÃ

Nas minhas noites tristes, quando muito só
E abatida eu clamei por sua chegada...não imaginei sequer, que após tantos anos, acontecesse o milagre deste nosso reencontro!


Veio o abraço, aquele afeto único aflorou
De antigos sentimentos ,da paixão e do encanto
Renovados de esperanças! Você chegou tão manso, tão devagar...tão desanimado!


Nosso abraço inevitável foi profundo! Foi real!
Foi todo cumplicidades com saudades! Nossos olhares se cruzaram como antes...A tarde tornou-se muito curta de repente...Foram muitos desabafos entre alegrias e sorrisos!


Foi você então o talismã que mandaram para alegrar meus dias e enfeitar minha vida aqui!
Comigo outra vez! Abraçados! Ficamos juntos
E calados! Veio me contar sua doença...

Recordamos! Revivemos! Sonhamos e acordamos juntos aqui! Agora! Outra vez!
Eu, tão mais velha...Você- mais grisalho e mais
Cansado! Mas sua força me fascina ainda!

Continuamos com osmesmos gostos, os mesmos sabores picantes e bizarros!Ainda amamos a liberdade tão descontrolada!

Ainda sinto-me muito enamorada! Fascinada!
Nesta tarde de outono, percebi que a luz voltava!

Senti então a alegria voltar à vida! A paixão outra vez evoluiu trazida junto com a saudade de um
Amor fugaz! Mas agora tão revigorado! Fomos dois em um! Hoje, somos tão somente apenas
Cada um em dois...

Porque de tudo que vivemos e fomos, restou-nos ainda uma ternura tão antiga, agora renovada mas tão dissimulada! Por que será?

Será sempre meu talismã! Buscaremos novas energias e colheremos juntos as primaveras que
Virão ainda.....Se forem poucas, também serão inesquecíveis...reinarão sobre nossas ilusões...

Na alegria, vou buscar você pra mim...
Na tristeza, vou trazer você pra mim...
Nas ausências, vou procurar você...
Estarei junto com você também na
Dura despedida...

Não haverá amanhãs! Doce e suave talismã do meu sentir...do meu chorar...do meu sorrir...
Talismã desta minha sorte...
Ou até mesmo desta defesa neste meu amar...
Prometo ser também seu talismã na sua dor...

Não deixarei que vá...partirei junto quando
A morte vier pra buscar-lhe a alma! A vida! O ar...Iremos juntos...para o mesmo lugar...
De mãos dadas iremos nós...lado à lado...
Reviver nosso luar...

Em qualquer destino que a vida ou a morte
Nos puder levar...juntos...de mãos dadas...
Iremos sorrir e cantar e contar esta nossa sorte... Seremos talismãs de nossas mortes...

domingo, 16 de setembro de 2007

FUMAÇAS, NÉVOAS e SOMBRAS

Estive tão distante...
Mas voltei ainda...
Nas névoas e caracóis
De minhas venturas,
Atravessei desventuras tais

Que me trouxeram aqui...
Ainda... Mais uma vez...
Voltarei na fumaça dos ideais
vividos, imaginados, sonhados!

Muitos realizados! Mas partirei
De mim, sem deixar-me tão só...
Viverei comigo distante daqui...
Bem longe de mim...

Não voltarei enfim!...
Na poeira que esfumaça
O céu de minha imaginação,
Todas as lembranças

Cinzentas serão desfeitas,
Apagadas uma por uma,
E a claridade virá...abrirá
OS caminhos da Paz...

Irei então em busca da
luz...minha luz interior...
Eterna luz...
Luz dos meus caminhos ...

Brilho ímpar de minhas
Estrelas coloridas! Brilhantes enfim...
Pela primeira vez... Estarei
Tão distante de mim...

Serei eternamente a luz dos
Meus próprios caminhos...
Lanterneira de mim...assim...
Meus caminhos de paz...em Paz...
comigo...mas muito vazio de mim...

sábado, 8 de setembro de 2007

NOSSO AMOR À MEIA LUZ

meia luz sempre consigo pensar!
Medito sobre nós -O que fomos! Como
Somos hoje? Fico então, mergulhada Dentro das minhas emoções.


O silêncio e a paz desta minha noite
Tão estrelada,trouxeram-me outra
Vez aqui! Em nosso lar! Em nossa casa
Nada foi desfeito! Mas o sono de antes.

Não dormirei mais aqui! Todos Mudamos! Apenas o cenário continua Igual...Nossa cama agora vazia
De nós dois, geme triste ao toque leve dos meus dedos!

Vejo-te espalhado pelo chão do quarto,
Dividido em minúsculas partículas das
Fotos que rasguei! Vim aqui para tirá-lo de mim!

Eu, dividida entre ir ou ficar, travo um
Embate interno! Que faremos de nós?
Tua foto na parede é a ínica presença
Da tua passagem aqui!

Lembro-me, que à bailar sozinho, cantavas e dizias que era eu tua superstar ! Erasmo Carlos eternizou
Esta canção, que também cantavas

Para alegrar meu solitário coração!
Eu me despia á meia luz do abajur que Iluminava suavemente o nosso leito!
Era uma luz tênue! Frágil como teu amor!

Sentia-te então, meu ébano tão cativo!
Enquanto rolando, cantando e Dançando ,poderosos e amantes, observavas sorrindo meu corpo suave


Que também dançava apenas para teu deleite! E aquela luz do abajur, trazia sombras nas paredes do quarto , mostrando a silhueta do meu corpo nú

Que bailava apenas para ti! Na parede, ainda estão nossos nomes escritos por ti; parecem postais coloridos da mais pura felicidade!

Amamos aqui, sonhamos aqui, em total
Igualdade de sentimentos! Fizemos Planos futuros aqui, à meia luz do amor!
Apenas do nosso amor!

A vida mudou-nos e separou-nos! Apenas a saudade ainda está aqui!
Cúmplice de minhas idas e vindas, tão Escondidas de mim mesma!

OS caracóis da fumaça dos cigarros,
Parecem ainda fazer uma sobra tua na
Parede! São reflexos de nós...de mim...
De ti...

Aqui e agora, à luz débil e frágil do abajur ainda reflete pedaços de nós dois! À luz do abajur! Nas sombras deste quarto nosso, apenas sonho...

Choro!...Lamento! ...Agradeço!
Feliz...triste...feliz...triste...Apenas choro! Nem mesmo sei se haverá ainda um amanhã! Quem saberá?