quinta-feira, 14 de agosto de 2008

A Tua Espera

Ato-me as mãos a tua espera

Nego-me a voar outra esfera

Descanso meu sono exaurido

Outros jazem ao pó definitivo.



Velo tuas insônias iluminadas

Canto lágrimas por ti minadas

Pelo aroma do olhar serenado

Na cantiga do amor adorado.



Encosto minha cabeça a tua

Acaricio tua alma à ventura

A quimera que o vapor tênue

Sopre a gêmea e nos acentue.



E a flor se mostrará túmida

Aos jardins nevados de amor

Em rubros pelos e luz multicor

A rota do tempo consumida.