sexta-feira, 15 de agosto de 2008

AO AMOR QUE EU NÃO VIVI

Acordar sonolento,

tua perna sobre a minha

e uma tênue luz invasora

a revelar-nos despertos.

Luz do sol, enxerida,

a bisbilhotar nossas vidas.

Manhã cedo de domingo,

preguiçosos confessos.



Queria que a semana

fosse repleta de domingos,

que não houvesse segundas-feiras.

É bom que aqui estejas, por inteira,

aninhada e tão perto.

Já são quase dez horas

e ontem à noite, eu confesso:

fiquei rindo a toa,

já faz tanto tempo.



Melhor fazer um café,

o mês é frio de outono,

já não existe abandono,

já não existem esperas

e embora passados muitos anos,

teu cheiro ainda impera.



Lembra daquele poema

e da eternidade que ele revela?

Pois é! Ainda escuto a mesma música,

Michel Legrand ao piano

e Barbara Streisand ainda questiona:

What are you doing the rest of your life?

Melhor permanecer em meus sonhos.