RASGUEI…
Rasguei de mim todas as névoas!
Nas vidraças dos meus olhos
chove o néctar da paz
Nas madrugadas de deleite
palavras brancas como leite
molham-me os lábios
secos de degredos...
E em beijos sábios
sugam-me da boca
volúpias e segredos
E a língua alfazema
na noite lilás
lambe-me o poema

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