terça-feira, 15 de julho de 2008

QUALQUER COISA

Eu queria ser qualquer coisa...

Que pudesse passar despercebida;

Uma pálida imagem em ruína,

Sem um sonhar deleitoso

Ou um muro tosco, em hera ressequida,

Seria beijada p’lo sol brilhante,

Ou banhada por água caída dos céus

Tudo são sombras escuridão

Um abismo profundo, meu Deus!

Num mundo de solidão

Em que sozinha luto...ideia ôca

De tão persistente, mostra ser louca

Ah! Como tudo é ilusório!

Um perfeito mundo de irrealidade;

Eu queria ter sido aquilo... aquela coisa,

Algo que se olha e não se divisa

E não fazer parte da humanidade.

Como é frustrante o mundo;

Vivo em desassossego profundo

Com minh’alma carregada de frustração,

Tento colocar asas e sair desta prisão!!!