domingo, 6 de abril de 2008

Devaneios do Amor Perdido

Na solidão da noite
vago à procura de estrelas
que me façam sentir
que o amor está distante
e a sua morte pode ser derradeira

Mas também há esperança
com madeixas prateadas pela lua
que brilha altaneira no céu
a sinalizar que o amanhã
poderá marcar o seu retorno
resgatando o pedaço de mim
que levou, quando partiu para sempre

Este amor perdido no tempo

deixando meu coração aflito,

vaga disperso pelo espaço infinito

me faz acordar em noites cálidas

ávida pelo seu abraço e ternura desmedida

como em nossos bons velhos tempos

cultivados ao longo de tantos anos juntos

Mas se não voltar é porque o aor feneceu

como as flores não cuidadas

entristecidas e murchas

restando apenas a lembrança

de que foi intenso enquanto durou

em seus tantos anos de bem aventurança

e nunca mais chegará

pois se perdeu

no tempo!

pelos caminhos do sonho solitário