domingo, 17 de fevereiro de 2008

Desprezo em Súplica e Delírio

Uma lágrima

É tudo o que terás

Por tal desprezo.

Uma única lágrima

Será teu triunfo,

Pois não merece

Nada mais

Do que esta

Ínfima recompensa.

Tu que ocultaste

Tua face,

Teu brilho

Aos dilacerados

E carcomidos campos.

Entregues ficaram a tua saga.

Nada floresce.

Qual tamanha é

A falta deste Sol.

Oh! luz radiante

Vinde a nós,

Mortais que somos,

E inunda

Com seu fulgor

Nossa carne

Sedenta de calor,

Sedenta de vida.

Tire para longe

Esta umidade sufocante,

Pois não queremos

Nunca mais chorar

Por tua nefasta presença.





Nunca deixe em falta, o teu brilho. Ele, intenso, refaz iras e torna tua

vida um tanto mais suave. Purifique teu brilho, irradiando tua felicidade.

Aos desatentos, basta uma lágrima.