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domingo, 5 de outubro de 2008

Esperança.

Esta esperança me leva e guia.

Na indecisão dos tantos passos.

Nas horas de pura nostalgia.

Nos minutos tão frios e escassos.



Dizendo na dor que já partia,

Termos ainda assim tão exatos.

Esta esperança me leva e guia.

Na indecisão dos tantos passos.



Pois essa sentença em agonia,

Morre no calor desses abraços.

Tendo o teu corpo em alegria,

Danço louco em teus braços.

Esta esperança me leva e guia.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Contos do intervalo

Não foi um caso
Mas um simples acaso
Não pedi
Mas ganhei
Este dom
Meio fora de tom
Muito parecido com maldição
Hora estou
Hora não estou
Aqui
Ali
E outrora
Se fizer não sei
Não contei
Amei...
Será que amei?
Mas com certeza ódio gerei
Nos inconseqüentes
Dos ignorantes
Que não aceitam a diferença
Só vivem no lugar comum
Daqueles que se dizem perfeitos
Perfeitos?
Ah! Se translúcida fosse
Essa capa de podridão
Cobrindo o pensamento dos normais
Ditos assim
Só porque estão no padrão
E o premio?
Está comigo
Bastaria só por um instante
Um átimo de momento
Trocar de lugar
E sentir
E entender
O verdadeiro sofrimento
O cruel mergulho
Na escuridão...

domingo, 3 de agosto de 2008

Parcelas de você

Nas curvas do desejo
Minha insanidade brincou
Nos cantos da sua boca
Nos encantos do teu corpo
Minha alma sublimou
No último lapso da hora
Naquele delírio do momento
Aderente nas parcelas
Estratificadas do coração
Meu espírito caiu
Em procelas de paixão

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Nossas Ocasiões

Debruçei-me no limite da sensação.

Onde meu desejo inclemente indicou,

Ser o lugar ideal para enfim entender,

E portanto, melhor sentir tua ocasião.




Aquele momento no qual o ar escapou.

Fazendo matéria e alma perderem a calma.

Na claustrofobia lógica da falta de espaço,

O sinal aflito que teu olhar me enviou.




O anacronismo bêbado de nossos sentidos.

Que dorme na tênue lacuna do tempo sólido.

Molhando os lábios excitados com conflitos.




O termo que se oculta na evasiva da exatidão.

Porque certeza não existe sem ser antes palpite.

Ver até aonde vai um amor que é pura paixão.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Íntimo

Queria dizer-te
Dos sonhos e encantos
Habitantes daquele canto
Encontrados na curvatura
Côncava do teu corpo
Tão secretos
Tão discretos
Maravilhosamente prediletos
Explorado no movimento
Permissivo dos meus lábios
Íntimos em você
Nos momentos de loucura
Nos instantes de prazer...

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Só em sonhos

Nesta noite
Na qual sinto-me inserido
No vazio dos esquecidos
Mato o ócio nebuloso
Nas lembranças
Que o teu corpo deixou
Impregnado nos meus sentidos
Estes sim
Perpetuamente acompanhados
Do seu perfume
Transformam o nada
Em recordações
Transmutam o vácuo
Em esperança
E esta me faz
Mais uma vez
Possuir-te
Alimentando
Pelo menos em sonho
Este amor
Que teima
Em perpetuar-se
No meu coração...

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Meu desejo

Mata meu desejo
Nesta noite vestida em luar
Que despe seu pudor
Quando seus lábios
Cauterizam meu instinto
Fazendo meu corpo
Perder-se no infinito de você.

terça-feira, 18 de março de 2008

Segredo

Dos meus segredos

Tu és o mais oculto

O mais profundo

Aquele que não reparto

Não divido

Com mais ninguém.

Mantenho nas sombras

Do meu silêncio

Nosso momento

Avaro em desejo

Perpetuando insistentemente

O sabor da tua carne

O calor do teu corpo

O amor do jeito louco

Aquele que não faz sofrer...

quinta-feira, 13 de março de 2008

Só por um instante

Brilha profundamente nos meus olhos querida
Esta tua imagem assim, linda, quase infinita.
Brincando com meu louco e inquieto desejo
Quase parado na beleza que do teu corpo grita

Pois quando estou diante de ti até o ar foge
Como naqueles intermináveis dias de mormaço
Ou nas noites sem a silenciosa carícia do vento
Onde minha sede, lentamente pelo rosto escorre.

Se mesmo assim não for possível que me ame
Faça de conta, mesmo que seja só por um instante!
Assim em tantos pensamentos não serei infame

Permita ao menos uma simples margem de dúvida
Na certeza destes meus longos dias sem abrigo
Não estarás comigo, mas dos sonhos o coração cuida.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Sutilezas

Não seria necessário
A sutil saída
O esquecer da despedida
Pois a falta que você faz
Já não tem medida
Se possível fosse estabelecer
A exata quantidade
De profundo vazio
Criado na sua manobra furtiva
Limitando o espaço dos meus sonhos
Ao momento da sua partida.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Dedicado.

Ensina-me a amar-te.

Além do cotidiano,

Acima do disparate,

Após o desengano.



Não me permita ser,

No dia menos humano.

E na noite o padecer,

De ser tão desumano.



Conduza-me ao infinito.

Ponha teu sorriso ali,

Dê de si o mais bonito.



Porque da incerteza vim.

E no ocaso de um coração,

Viveria por ti até o fim.

sábado, 10 de novembro de 2007

Considerações.

Regards.

Considerações.





Algumas vezes acredito na esperança.

Sometimes I believe in hope.



Contudo contento-me na lembrança.

Although I’m so satisfied with memory.



Que navega no meu coração

That sail in my heart



Na profundidade dos meus sonhos.

On depth my dreams.



Que Mora no teu sorriso.

That live in your smile.



Teu comando a minha emoção.

Your command, my emotion.



Destino e brumas vestem então meus dias.

Fate and mist them dress my days.



Que imploram um fim.

That supplicate for an end.



Para o vazio da dor.

To the emptiness of the pain.