domingo, 19 de abril de 2009

Meus sentidos já não deténs...

Vi teu vulto de braços erguidos
Como asas de colibri,
Estavas a sorrir...
Sorrindo, recordei...
Vestido, apenas, com meus braços.
Nu - como a folha que voa perdida
Naquela noite, setembro, outubro?
Já não lembro!

E de novo tua lembrança perturba.
Teu cheiro, vento de abril?
Me causa um misto de ternura e espanto,
No mistério que ainda ofereces,
Oásis, na secura da vida.

Lambuzados - do prazer que desvaria,
Da emoção que domina, que toma,
A atração que nos juntou,
Loucos, famintos, sedentos deste calor,
Ainda lembro...

Agora - olhando percebo tudo tão diferente,
Sorris ainda, mas meus sentidos
Já não deténs!